Alverca, 30 de Abril de 2009
Há vinte anos não existiam blogues, vai daí lembrei-me de te escrever uma carta de amor. Assim como tu fizeste tantas e tantas vezes. Havia sempre uma notinha, um bilhetinho, um miminho para me lembrar que estavas lá e que me querias muito. Quando a leres espero que sintas tanto amor como o que aqui deixo, nestas palavras que, embora sejam apenas isso, palavras, vão carregadas de tanto carinho que sinto por ti.
Neste dia de 1989 iniciámos aquilo que, para toda a gente era o sinónimo de desastre e que foi afinal o começo de um grande amor e grande companheirismo. Esperei que chegasses da tua breve aventura de treinador. Nervosa que só visto, mas com a irreverência dos dezoito aninhos, ali estive, a fazer castelos no ar e a imaginar histórias de príncipes e princesas que vivem felizes para sempre. Não sabia o que esperar, apenas sabia que não me ia arrepender, que me ia atirar sem páraquedas porque tinha a certeza que tu me ias agarrar. Sabes continuo a senti-la, sempre, assim como continuo a sentir um imenso prazer em estar contigo.
Continuas a fazer-me rir, e como costumas dizer, enquanto tal acontecer estás garantido. Fazes-me sentir sempre, a melhor, a mais bonita, a mais inteligente. Tens o dom de me pôr bem-disposta, de me acalmar, de fazer com que o nosso lar seja o meu porto seguro. Tudo pode correr mal, mas sei que quando passo a porta vou ter o abraço que faz com que tudo passe. São por estes abraços que anseio todos os dias. De beijar esses lábios e essas bochechas que gosto tanto.
O que temos é algo de especial. O elo que nos liga é muito forte. As dificuldades aproximaram-nos muito. Só assim conseguimos remar contra a maré de pessimismo e desdém que nos cercava. Houve algumas amarguras pelo caminho. Umas bem mais que outras, que deixaram marcas, mas mais uma vez soubemos dar a volta. Mais uma vez conseguimos transformar a escuridão, num sol que nos ilumina a cada passo que damos. Sinto-me muito apaixonada, sinto sim. Não me envergonho de o admitir, porque é bom dizê-lo e prová-lo com actos. É bem mais fácil para mim dizer do que fazer, mas sei que tu sabes aquilo que eu sei !
Que te amo perdidamente como define tão bem o poema da Florbela Espanca, fabulosamente musicado pelos Trovante. O primeiro concerto juntos.
É isso mesmo que sinto. Um amor que foi crescendo comigo, um amor hoje mais maduro, mais adulto. Amo-te mais hoje que há vinte anos atrás. Sim bem mais. Nessa altura o deslumbramento era bem maior, a paixão era arrebatadora. Como da primeira vez que fizemos amor. Os nervos eram tantos, mas foi a prova final para perceber que eras tu, o homem da minha vida. Tantas e tantas horas de conversa. Tantas e tantas horas em que falámos de tanta coisa, fizeram com que acima de tudo fôssemos grandes amigos.
Hoje olho para trás e continuo a ter a certeza de que valeu mesmo a pena. Se calhar não o tinha feito da mesma maneira, mas que tinha tomado a mesma decisão, lá isso tinha.
Já vai longa esta carta que tem mais jeito de declaração de amor.
Não me alongo mais. Só quero que saibas que és o meu principe encantado.
Parabéns.
Muitos beijos. Amo-te.
Célia
30/04/09
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3 olhares:
Tão lindos..
Parabéns
beijinhos ca do norte
Parabens aos dois.
Continuem sempre a ser felizes e a estar bem com a vida...
ADORO-VOS MUITO
Tere
Beijinho para a mulher do norte e para a Tere.
Ganda maluca a deixar comentários!!!!
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